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Terça - 13 de Março de 2018 às 10:41
Por: Leonardo Heitor

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O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, se posicionou nesta segunda-feira sobre as denúncias do empresário Marcelo da Costa e Silva, sócio da Santos Treinamento, de que teria pago R$ 3 milhões em propina ao ex-presidente do Detran, Teodoro Moreira Lopes, o “Dóia”, para suspender um edital de licitação. Segundo o depoimento do empresário ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Montenegro seria o proprietário da GRV, empresa que prestava registro de financiamento de veículos em alienação fiduciária em todo o país.

Ele teria, segundo Marcelo da Costa e Silva, pago a propina para suspender um edital que contrataria uma empresa para fazer o serviço em Mato Grosso. Em nota, o presidente do Ibope e ex-presidente do Botafogo afirmou que foi sócio minoritário da GRV Solutions por 10 anos e que tinha apenas 6,25% de participação na empresa.

Montenegro também explica que nunca atuou como executivo da empresa. Ele afirma ainda que não tem relações com nenhum dos citados na "Operação Bereré". "Desconhece Marcelo da Costa e Silva e os personagens envolvidos nos trechos da denúncia que vieram a público e que mencionam seu nome", complementa.

Carlos Augusto Montenegro afirmou ainda que não possui mais as cotas da GRV. “Deixou de ter qualquer relação com a GRV em 2010, quando a empresa foi vendida para a Cetip, em uma transação que seguiu todos os padrões de transparência e governança exigidos pelo mercado, incluindo autorização prévia da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)”.

Na nota, ele afirma estar à disposição para prestar esclarecimentos à Justiça.

DENÚNCIA

Marcelo da Costa e Silva é sócio da Santos Treinamento, umas das empresas que estariam por trás das fraudes no Detran, investigadas na Operação Bereré. Ele afirmou que em 2009, durante a gestão do governador Blairo Maggi, Doia “sempre arrumava um motivo” para suspender a licitação. “[Marcelo da Costa e Silva] afirma que ocorreu a licitação no ano de 2009, sendo que antes desta data, por várias vezes o edital dessa licitação foi suspenso por ‘Doia’, presidente do Detran, o qual por motivos diversos sempre arrumava um motivo para suspendê-la; que afirma que a empresa GRV – de propriedade de Carlos Augusto Montenegro, responsável por fazer esse gravame no país todo não tinha interesse que o edital de MT fosse lançado, pois iriam perder esse mercado, sabendo o interrogando que sempre que Doia lançava o edital ele ia até o Rio de Janeiro e em São Paulo, se reunia com a gerência da GRV e no retorno acabava suspendendo o edital”, disse o empresário.

Marcelo da Costa e Silva disse no depoimento que soube da informação por meio de um diretor da GRV, no Rio de Janeiro. “O interrogando tomou ciência por um diretor operacional da GRV da época, cujo nome no momento não se recorda, que em um desses encontros de Dóia no Rio de Janeiro, em uma reunião de presidentes do Detran, Dóia teria recebido da GRV o montante de R$ 3.000.000,00 para suspender a licitação”, disse Marcelo da Costa e Silva.

O empresário, que tinha interesse na licitação, procurou Doia dizendo que sabia do pagamento da propina de R$ 3 milhões e ameaçou o presidente do Detran de que se ele não autorizasse a concorrência iria fazer uma denúncia no Ministério Público. Depois do episódio, segundo o depoimento, o edital “passou a fluir de forma normal”. “[Marcelo da Costa e Silva] disse que se ele continuasse com aquela atitude de impedir a execução do edital o interrogando iria denunciá-lo ao Ministério Público; que após essa conversa com Doia este acabou por soltar o edital e tudo passou a fluir de forma normal”.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em relação às notícias recentes de que o presidente do IBOPE, Carlos Augusto Montenegro, é mencionado por Marcelo da Costa e Silva em seu depoimento sobre pagamentos de propina ao Detran-MT, que mantinha interesses comerciais com a GRV Solutions na disponibilização de dados do Sistema de Informações do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) e Sistema de Registro Nacional de Carteiras Habilitação (Renach), Carlos Augusto Montenegro esclarece que:

- Foi sócio minoritário da GRV Solutions durante 10 anos, quando tinha apenas 6,25% de participação na empresa.

- Nunca atuou como executivo da empresa.

- Deixou de ter qualquer relação com a GRV em 2010, quando a empresa foi vendida para a Cetip, em uma transação que seguiu todos os padrões de transparência e governança exigidos pelo mercado, incluindo autorização prévia da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

- Desconhece Marcelo da Costa e Silva e os personagens envolvidos nos trechos da denúncia que vieram a público e que mencionam seu nome.

- Está à disposição para prestar os esclarecimentos necessários à justiça.





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