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Quarta - 12 de Junho de 2019 às 11:24
Por: Bárbara Sá/RD News

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ilustrativa
Mulher doou o próprio filho, logo após o parto, num período de depressão e dificuldades
Mulher doou o próprio filho, logo após o parto, num período de depressão e dificuldades

magine uma mãe que após ter o filho resolve entregá-lo a um casal de amigos, por não ter condições de sustentá-lo. Dois anos depois, resolve que o quer de volta. O caso ocorreu em Nova Mutum (a 267 km de Cuiabá) e foi registrado no final da tarde desta terça (11), na delegacia da Polícia Civil da cidade, como ocorrências atípicas.

Segundo M. R. P., de 26 anos, mãe biológica, em 2017 ela passava por problemas psicológicos quando descobriu que estava grávida. Para complicar a situação, não teve apoio do pai biológico do menino. Segundo a mulher, o homem pediu, inclusive, que ela abortasse.

Diante da situação, ela resolveu doar de “forma informal” o menino para um casal de amigos, que hoje mora em Lucas do Rio Verde (a 330 km de Cuiabá). A criança foi registrada em nome de M. R. e do amigo. Ao longo desses anos, a mulher relata que sempre manteve contato com o casal e que conhece a criança apenas por fotos. A reportagem do entrou em contato com ela, que aceitou contar sua história.

“Quando engravidei estava com 24 anos e tinha acabado de retornar com meu ex-marido. Não era ele o pai e, diante disso, ele não aceitava a criança. Não tive apoio de ninguém. Foi aí que contei para esses amigos, e a esposa disse que ficaria com ele”, explicou.

Quando o menino nasceu, o casal pegou o recém-nascido, os documentos de M. R., e foram registrá-lo. “Depois de quatro dias do nascimento, entrei em desespero, e pedia para ver o meu filho. Mas fui ameaçada pela minha amiga, que disse que não me devolveria o bebê. Com isso, mantivemos contato, mas só com o pai adotivo do meu filho, porque ela não aceitava me passar informações. Ele me mandava fotos dele escondido”.

Com o passar dos meses o casal mudou de numero e M. R. perdeu totalmente o contato, mas neste ano conseguiu o telefone da antiga amiga, que informou que o casal se separou e a criança ficou com o pai. “Ele é caminhoneiro e se casou novamente. Consegui falar com ele e disse que queria ver o meu filho. Não quero separá-los, mas quero meu filho perto de mim. E por isso fui buscar na Justiça".

Diante disso, a mãe biológica, que trabalha com diarista, procurou a Defensoria Pública para iniciar uma batalha judicial em busca do filho. “Tem apenas três semanas que consegui contato com o pai, por conta da ex. E expliquei para ele que quero meu filho comigo, perto de mim. Eu não vou tirá-lo dele. Sei que vai ser difícil de acostumar comigo. Conversamos e o pai adotivo se comprometeu em trazê-lo, mas ele me bloqueou e não trouxe”.





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