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Policia MT
Sexta - 04 de Dezembro de 2020 às 17:27
Por: Kamila Arruda/Diário de Cuiabá

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Sicom-Prefeitura
Prefeito Emanuel Pinheiro, que condena a aliança de Abílio Júnior com o governador Mauro Mendes
Prefeito Emanuel Pinheiro, que condena a aliança de Abílio Júnior com o governador Mauro Mendes

Os desgastes enfrentados pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), ao longo dos últimos quatro anos de gestão no Palácio Alencastro, fez com que ele tivesse uma queda no número de votos neste ano.

No segundo turno das eleições na Capital, no último domingo (29), o emedebista recebeu 22.006 mil votos a menos que em 2016, quando também disputou a segunda etapa do pleito.

Na eleição de 2016, o chefe do Executivo Municipal teve 157.877 mil votos no segundo turno, o equivalente a 60,41% dos votos válidos.

Já no primeiro turno, recebeu 98.051 votos, o que corresponde a 34,15% dos votos válidos.

No pleito deste ano, Emanuel terminou o primeiro turno na segunda colocação, com 82.367 mil votos, ou seja, 30,64%.

Em duas semanas, ele conseguiu reverter a situação e conseguiu a vitória com 135.871 votos, o equivalente a 51,15% da preferência dos cuiabanos.

Para analistas, a queda na votação do emedebista pode ser atribuída ao desgaste sofrido com o denominado "Escândalo do Paletó", bastante explorado pelos adversários, principalmente pelo vereador Abílio Júnior (Podemos).

A gravação em que Emanuel Pinheiro - quando era deputado estadual - aparece recebendo maços de dinheiro das mãos de Silvio Cesar Correa, ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, rendeu muitas críticas, principalmente por parte dos vereadores de oposição e, até mesmo, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Cuiabá.

A investigação no Parlamento Municipal fez com que ele sangrasse durante toda a sua gestão por conta desse fato

A CPI chegou a ficar suspensa pela Justiça por mais de um ano, retornando no ano passado.

Mesmo assim, ainda teve uma guerra judicial, tendo em vista que a Mesa Diretora tentou impedir o seu retorno, utilizando de instrumentos jurídicos.

Apesar de todo esse imbróglio, a CPI não acabou dando em nada, uma vez que o relatório final, que pedia o afastamento do chefe do Executivo Municipal e ainda a abertura de uma Comissão Processante para cassar o seu mandato, acabou arquivado por maioria dos votos.

Paralelo a essa situação do paletó, Emanuel ainda teve desgaste em sua gestão.

No decorrer de quatro anos, ele teve três secretários afastados pela Justiça, sendo que um chegou, até mesmo, a ser preso.

Apesar disso, Emanuel se consagrou vitorioso e irá administrar a Capital de Mato Grosso por mais quatro anos.

Além de dar continuidade no trabalho que já vem desenvolvendo à frente do Palácio Alencastro, o emedebista pretende mudar alguns pontos.

“Do ponto de vista de gestão, é quebrar as amarras da burocracia que impendem o rápido desenvolvimento econômico das atividades econômicas da Capital. Dinamizar a gestão pública, levando os serviços de forma mais rápida até a ponta, consolidar o papel zero, aproximar a gestão dos setores produtivos com o objetivo de se estabelecer um grande programa de criação e emprego e rena na capital, e dar sequencia e abanar em todas as obras e projetos”, disse.





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