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Nacional
Quarta - 13 de Julho de 2011 às 19:03

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A Brasil Foods divulgou nesta quarta-feira uma avaliação sobre o impacto das exigências do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para aprovar a fusão que deu origem à empresa.

Segundo a BRF, a venda de ativos e a suspensão dos negócios com as marcas devem ter um impacto total de 13,1% em cima das receitas da empresa.

"Nessa simulação não foi levado em consideração um eventual incremento das vendas com as marcas que continuarão sendo utilizadas pela BRF, em substituição aos produtos, sob as marcas Perdigão e Batavo, que terão suas vendas temporariamente suspensas por força da decisão do Cade", avalia a diretoria da empresa, em comunicado ao mercado.

O conjunto de ativos que a BRF (Brasil Foods) terá que vender em troca da aprovação do negócio entre Sadia e Perdigão pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) corresponde a quase um terço da capacidade produtiva da empresa e será repassado a um único concorrente.

Em alguns mercados, a empresa que adquirir os ativos que serão vendidos entrará com uma participação de mercado superior a 20%. Os ativos vendidos produzirão 730 mil toneladas de alimentos por ano, o correspondente a 80% da capacidade produtiva da Perdigão.

A BRF terá que vender as marcas Rezende, Wilson, Escolha Saudável, Confiança, Delicata e Doriana e outras. A empresa repassará ainda a concorrentes cadeias inteiras de produção, desde abatedouros até fábricas e centros de distribuição, para garantir que o comprador tenha escala para concorrer imediatamente com a BRF. As cadeias deverão ser integradas geograficamente nos mesmos moldes à operação hoje feita pela BRF.

Serão vendidas dez fábricas, quatro abatedouros, doze granjas, quatro fábricas de ração e oito centros de distribuição.

  Editoria de Arte/Folhapress  





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