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Internacional
Quinta - 23 de Junho de 2011 às 11:03

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A retirada parcial das tropas americanas do Afeganistão é "o resultado dos progressos" realizados contra os insurgentes do grupo islâmico Taleban, declarou nesta quinta-feira o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Anders Fogh Rasmussen.

"Conversei com o presidente [dos EUA, Barack] Obama. Sua decisão de iniciar uma retirada das forças americanas em julho é o resultado natural dos progressos que obtivemos no terreno", ressaltou em um comunicado.

Rasmussen disse ainda que o Taleban está sob pressão e as forças de segurança afegãs "ganham força a cada dia" e serão capazes de assumir a responsabilidade pela segurança do país em 2014 --data prevista para acabar a retirada das tropas americanas.

Mais cedo, o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse que "[a retirada é benéfica]": http://www1.folha.uol.com.br/mundo/934024-afeganistao-diz-que-saida-de-tropas-dos-eua-e-benefica-para-ambos.shtml para ambos os países e garantiu que suas forças de segurança serão capazes de assumir a tarefa de combater o Taleban.

As forças internacionais presentes no Afeganistão contam com 100 mil americanos e 47 mil militares dos demais países membros da Otan. "Nossa estratégia obtém resultados e o papel da Otan e da Isaf vai evoluir, passando do combate ao apoio", disse Rasmussen.

Rasmussen ressaltou que a decisão de Obama foi tomada em contato próximo com seus aliados. Horas depois do anúncio americano, França, Alemanha e Reino Unido "[confirmaram]": http://www1.folha.uol.com.br/mundo/934036-apos-eua-europeus-reiteram-planos-de-sair-do-afeganistao.shtml seus planos de retirada.

Na noite de quarta-feira, em um aguardado pronunciamento, Obama anunciou ter optado por acelerar a retirada de soldados no Afeganistão, e confirmou que ao menos 10 mil retornarão aos EUA ainda neste ano. Outros 23 mil devem encerrar sua participação na guerra até setembro de 2012.

Até então sabia-se dos planos de retirar ao menos 33 mil homens até o prazo final de 2012 mas as pressões dos congressistas e da opinião pública levaram o presidente a optar por uma saída mais rápida.

Os EUA mantêm no total cerca de 100 mil militares em suas operações no país, iniciadas há quase dez anos. a guerra matou ao menos 1.500 membros dos militares dos EUA e feriu outros 12 mil. O custo financeiro da guerra já passou de US$ 440 bilhões e está aumentando, com uma média de US$ 120 bilhões ao ano.

"É hora de começar a focar no desenvolvimento de nossa nação", disse Obama após indicar que na última década os EUA gastaram mais de US$ 1 trilhão nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

O plano detalhado pelo presidente aponta que a volta dos 10 mil homens começa já no mês de julho, e termina até dezembro.

Os outros 23 mil devem voltar até setembro de 2012, enquanto o retorno total dos cerca de 100 mil soldados americanos no país deve ser completado até 2014 --quando a segurança será entregue integralmente ao governo afegão.

O presidente disse ainda que uma conferência de todos os membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) será realizada em maio de 2012 em Chicago, para acertar o fim das operações de todos os aliados no Afeganistão.






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