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Saúde
Sexta - 27 de Maio de 2011 às 12:30

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Uma doença rara faz com que o garoto britânico Oliver Jebson, de 3 anos, não sinta dor. Ele sofre da síndrome Cornélia de Lange, que atinge uma em cada 50 mil crianças.

 

Os pais de Oliver, Hayley e Dean Jebson, estão constantemente preocupados com o filho, que já chegou a ter um corte profundo nos lábios e não avisar aos pais.

O menino tem dificuldades para perceber que está tocando coisas muito quentes ou muito pontudas, e não nota que se machucou quando cai ou bate em algo, como explicou sua mãe à agência de notícias britânica Caters.

- Outro dia, ele caiu de frente e um dente de baixo entrou em seu lábio superior, mas ele nem vacilou. Ele só chora quando está emburrado.

Alteração genética

A síndrome Cornélia de Lange é causada pela alteração de um gene que participa do desenvolvimento do embrião.

Segundo o geneticista Pablo Rodrigues De Nicola, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), por causa dessa modificação, a criança geralmente nasce com baixo peso e baixa estatura.

- Ela tem uma deficiência no crescimento e, muitas vezes, algum atraso neurológico também.

A síndrome modifica as feições das crianças afetadas, que geralmente têm narizes pequenos e finos, sobrancelhas arqueadas e orelhas pequenas.

É comum também que tenham más formações no coração e nos membros, além de problemas de respiração, audição e visão.

Mais raramente, a síndrome também causa insensibilidade à dor.

Progressos

Quando Oliver nasceu, ele pesava 2 kg. Seus pais foram avisados pelos médicos de que o menino poderia não sobreviver além do segundo aniversário, mas depois de seis cirurgias, Oliver continua fazendo progressos.

Segundo seus pais, ele já deu os primeiros passos e disse as primeiras palavras, antes do que é comum para crianças com a mesma condição. O pai diz que o menino surpreende a família.

- Ele continua a nos surpreender, mas ainda precisamos ser cuidadosos com ele. Se algum de nós tem uma gripe, precisamos ficar longe.

O irmão mais velho de Oliver, Lewis, de 6 anos, diz sentir orgulho do irmão.

- Eu sei que ele está doente, mas está melhorando.






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