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Opinião
Sexta - 23 de Dezembro de 2011 às 09:20
Por: Lourembergue Alves

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O sonho acabou. Pelo menos para milhares de brasileiros, que torcem pelo Santos. A vitória foi do time adversário na decisão do campeonato mundial. Infelizmente! A derrota, porém, não serve de desculpas para que outros sonhos não possam ser sonhados. Isso também vale para todos os conterrâneos. Um ano caminha para o seu final. Porém o vindouro já bate à porta. É hora, portanto, de refazer os planos. Planos, quando bem elaborados, renovam-se as esperanças, e estas, por sua vez, são capazes de oxigenar a vida, cujo viver exige prudência e persistência. Ingredientes necessários na conquista dos objetivos traçados. 
 
Quadro revelador. Revela, sobretudo, que a mudança faz parte do cotidiano do ser humano. E se faz presente a cada nascimento, a cada atitude tomada ou não e a cada ano que se inicia. Daí a necessidade do descanso, de férias, as quais não podem ser consideradas como tais se não forem transformadas em viagens. Por falar em viagem, leitores e leitoras, a partir de domingo os textos desta coluna passarão a ser escritos fora do país. 
 
Visitar outras plagas é uma necessidade premente. Exigência, inclusive, profissional. Ainda que se esteja de férias da lida na sala de aula. Pois muito se aprende ao ter contato com cultura distinta, comportamento diferente. Pois, aliás, segundo Paulo Freire, o ser professor é aquele que aprende a aprender, e é imbuído desta crença, que malas são feitas e passaportes são providenciados. 
 
Em meio a um cenário altamente promissor. Apesar da crise que arrastam europeus e estadunidenses, e, por tabela, pode chegar no Brasil. Este não está imune a ela. Assim como nenhum país está. Sobretudo aqueles que têm uma dependência bastante forte do mercado internacional. Agora não é por conta disso que Mato Grosso atravessa uma situação muito comprometedora. Já é conhecido o desequilíbrio das contas públicas estaduais. Esta situação se deve a outras razões. Inclusive pelos gastos exagerados nas campanhas eleitorais de 2010. 
 
Gastos que se somam ao desperdício e aos equívocos administrativos. O que exigirá cortes e a a
doção de medidas impopulares. Diferentemente da que se viu ser aprovada na última sessão deste ano do Legislativo regional, sob o véu de Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza que, na verdade, está mais para enganação. 
 
Enganam-se a todo instante. Ingenuidade é não enxergar isso. Pois no jogo político, a mentira sempre foi utilizada como uma carta bastante eficaz. A literatura especializada está cheia de exemplos. Isso desde os tempos distantes. Bem antes de Maquiavel e além do regime burocrático militar. A mentira, portanto, faz-se presente tanto no Brasil como na Europa. Mais ainda em ano político-eleitoral, como será 2012.
 
Ano, portanto, de promessas vendidas como propostas, e velhos políticos com roupas de gente nova. Ainda que lhes falte discurso.
 
Ausência, contudo, que não deve espantar os planos do (e) leitor. Afinal, ano novo, vida oxigenada. Até para enfrentar os desafios que ora se aproximam. Sonhar é preciso, mas planejar também. Portanto, boas festas natalinas a todos.  

Lourembergue Alves é professor universitário e articulista de A Gazeta, escrevendo neste espaço às terças-feiras, sextas-feiras e aos domingos. E-mail: Lou.alves@uol.com.br.


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