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Opinião
Sexta - 09 de Dezembro de 2011 às 10:23
Por: Mario Eugenio Saturno

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O Brasil foi o grande destaque do Parapan-Americano de Guadalajara, repetindo o feito no Rio de Janeiro em 2007. Os para-atletas subiram ao pódio 197 vezes, totalizando 81 medalhas de ouro, 61 de prata e 55 de bronze. E, à frente dos EUA que ficaram com 132 pódios (51, 47 e 34) e dos 165 dos anfitriões (50, 60 e 55). Certamente, o evento do México coloca o país como exemplo para o mundo.

O Brasil também foi considerado a quinta nação em construção sustentável, segundo a Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental). Para a elaboração da lista, é feito uma contagem de Selos Verdes emitidos pela Green Building Council. O país recebeu 23 certificações com selo verde para construções sustentáveis em 2010. O Brasil ficou atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Canadá e China, respectivamente. A expectativa para 2011 é de aumentar para 58 construções sustentáveis.

A evolução mundial de empreendimentos sustentáveis é nítida nos últimos anos. Até 2006, só haviam 500 empreendimentos sustentáveis no mundo e hoje já são registrados cerca de 10 mil edifícios e mais de 1 milhão de residências sustentáveis.

Nestas construções, o consumo de energia requerido é 30% menor e o de água cai entre 30 e 50%. Além disso, devem reutilizar água, usar tecnologias de aquecimento e geração de energia, reduzir a quantidade de lixo gerado e usar materiais ecologicos nas obras.

Por outro lado, o Brasil não cumpriu a meta de cortar emissões de CO2 da indústria como foi prometido há um ano, neste governo a política de mudança climática parou. Dessa forma, dificilmente o compromisso da presidente Dilma de cortar até 39% de suas emissões de carbono em 2020 será executado. Isso se os políticos e sociedade ficarem caladinhos...

E o mais grave, o programa de redução de emissões na agricultura tem R$ 2 bilhões disponíveis mas só conseguiu tomar 5% do dinheiro foi repassado aos produtores rurais. Nos últimos meses vimos muitos "planos de governo" serem lançados, terão o mesmo destino deste e outros na mesma situação? Seremos um país para inglês ver?

Uma boa notícia vem do Nordeste, de fazer inveja Dom Quixote. Cercade 150 mil hectares de terras foram arrendadas para gerar eletricidade a partir dos ventos. Isso é ótima notícia já que a região é castigada pelo clima árido. Serão quatro mil torres eólicas com capacidade para gerar 5.400 megawatts.

Também a energia solar deve receber alguns incentivos do governo. Algumas distribuidoras de energia devem iniciar projeto-piloto de geração solar em 2012, para que donos de painéis fotovoltaicos troquem energia com as concessionárias. O problema é que, enquanto o preço dos painéis fotovoltaicos caíu 50% no último ano, as indústrias reclamam dos impostos, já que os inversores pagam 60% de imposto. Se quisermos ser bons exemplos para o mundo, o caminho está apontado!

Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor do Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva e congregado mariano. (mariosaturno@uol.com.br)



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