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Opinião
Segunda - 27 de Setembro de 2021 às 06:50
Por: Renato de Paiva Pereira

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Já disse aqui que estou preparando um livro para quem não gosta de ler. A ideia é escrever em um parágrafo o assunto de meia página, em uma frase o que pediria três ou quatro, além de economizar palavras dispensáveis.

No livro falo de trabalho, principalmente para os empregados, hoje chamados de colaboradores. Também trato da relação destes com as empresas e os patrões, pois entendo um pouco do assunto: trabalhei vinte anos como empregado e trinta e tantos na lida empresarial, experiências que me ajudaram a entender os dois lados da relação.

A essência do livro: Trabalhar como empregado não é trabalhar para o patrão. Qualquer um que queira prosperar não deve trabalhar para o patrão.

Deve trabalhar sempre para si mesmo. Isto não quer dizer que cada um precisa ter uma empresa, mas que trate a que o emprega como se fosse sua. Esta dedicação vai proporcionar lucro ao patrão, o que é bom; e excelentes ganhos e experiência ao trabalhador, o que é ótimo. E que essa relação seja boa enquanto dure.


Como as pessoas são desiguais, fruto de herança genética, ambiente social e geográfico, entre outras variáveis é natural que muitos estejam satisfeitos, ou nem se questionem sofre realizações na atividade em que labora.

Estes trabalham para o patrão: fazem 44 horas por semana; têm fim de semana garantido; abono paternidade/maternidade; faltam quando estão com gripe mediante atestado médico, e, sem atestado, nas nefastas ressacas das segundas-feiras. Também tiram férias todo ano, recebem o salário no fim do mês e aposentam no tempo previsto.

Mas há outros que trabalham pra si mesmo: produzem acima da média dos colegas, fazendo mais que o esperado. Entusiasmam-se. Prosperaram. Sonham o possível, buscam o alcançável.

Quem sonha o improvável frustra-se todo dia. Sabe aquela história de imaginar-se dentro de um Iate cercado de mordomias? Isto é conversa mole de palestrantes que ganham para alimentar sonhos impossíveis. A realidade é bem outra.

Sonhe primeiro ser um trabalhador eficiente admirado pelo chefe, depois dispute o lugar deste com lealdade. Em seguida batalhe (trabalhando e estudando) para se tornar gerente. Cumpridas essas etapas, querendo empreender por conta própria, já tem bagagem.

Coisas modestas no começo, com esforço e sorte, prosperam.

A sorte tem muita importância. Claro que não é aquela coisa mística de destino, fado ou sina imaginada por muitos, más ao casualidade, a coincidência ou o acaso. Sorte aqui é a felicidade de acertar na mosca, o que às vezes demanda muitos tiros e muita insistência.

A maioria dos empreendedores que nasceu pobre, não acertou o alvo na primeira tentativa.

Gastaram bastante munição e muitos foram salvos pela perseverança.

Muita gente repete, para justificar a indolência, que o patrão é um sugador que quer tirar o seu sangue e por isso trabalham o menos possível.

Outros, sabendo que o patrão pode ser um mal necessário e às vezes passageiro, trabalham para si mesmos, não para ele. O patrão ganha com isso? Claro que ganha. Mas o empregado também. Muitas vezes mais que o patrão.

Renato de Paiva Pereira é empresário e escritor.



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