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Opinião
Sábado - 08 de Janeiro de 2022 às 07:37
Por: Giovana Fortunato

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Também chamada de endometrioma, a endometriose no ovário ocorre quando o tecido endometrial, que deveria estar apenas dentro do útero, se desenvolve também no ovário, o que pode provocar cólicas muito intensas durante o período menstrual e levar à dificuldade para engravidar.

A endometriose no ovário é considerada uma alteração benigna, no entanto tende a provocar sinais e sintomas muito desconfortáveis como cólica muito forte durante a menstruação, sangue nas fezes, especialmente durante a menstruação e dor durante a relação sexual.

Além disso, mulheres com endometriose também têm tendência para apresentar dificuldade para engravidar, mesmo após 6 meses a 1 ano de tentativas.

O diagnóstico é feito pelo ginecologista com base no exame de toque vaginal e por meio de ultrassom com preparo de intestino, ou através da ressonância magnética. Assim o médico poderá saber a extensão da endometriose ovariana e indicar o tratamento mais adequado.

Como há o comprometimento do ovário, há uma redução da reserva ovariana, comprometendo as trompas, reduzindo também a taxa de implantação do embrião com desfechos de perdas gestacionais. As chances de gravidez na mulher com endometriose no ovário diminuem a cada mês de acordo com a evolução da doença.

O médico pode indicar a cirurgia para remover este tecido, principalmente quando a doença já se encontra mais avançada, mas a própria cirurgia pode interferir negativamente no ovário, prejudicando a fertilidade da mulher.

Assim, o ginecologista pode recomendar que a mulher inicie as tentativas de engravidar o quanto antes, ou poderá indicar a técnica de congelamento de óvulos, para que no futuro ela possa decidir se quer fazer a inseminação artificial e ter filhos.

O tratamento vai depender da idade da mulher, desejo reprodutivo, sintomas apresentados e extensão da doença. Nos casos em que o tecido tem menos de 3 cm o uso de medicamentos para reduzir os sintomas pode ser eficaz, mas nos casos mais graves, em que o cisto tem mais de 4 cm, é indicada a cirurgia por laparoscopia para retirada do cisto e sua cápsula.

Em alguns casos, o ginecologista também pode indicar tratamento clínico após menopausa para evitar recorrência da doença com a terapia hormonal.

Portanto, não hesite em procurar um profissional em caso de sintomas.

Giovana Fortunato é ginecologista e obstetra, professora da UFMT e especialista em endometriose e infertilidade



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