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Opinião
Quinta - 10 de Fevereiro de 2022 às 06:26
Por: Maria Augusta Ribeiro

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À medida que o universo digital se transforma e passa a ser cada vez mais indispensável em nossas vidas, efeitos dessa relação também evoluem. E com eles um triste cenário é realidade: as doenças causadas pelo uso excessivo da internet e seus efeitos colaterais estão devastando nossa saúde. Você tem alguma delas?

Síndrome do toque fantasma:

Já teve a sensação que seu smartphone vibrou ou tocou no bolso ou na bolsa, e quando olha não existe sequer uma notificação? Isso acontece porque o cérebro modifica a forma como pensa e entende que o smartphone toca.

Isso já aconteceu com você? Acha estranho? Saiba que 70% da população mundial sofre desse distúrbio e a regra de ouro para não se tornar refém desse problema é manter as notificações em OFF, e em alguns casos ate as chamadas de voz.

Nomofobia:

É a ansiedade que o indivíduo sente por estar desconectado, ou em local que não tem internet, acarretando sintomas de fobias comuns como pânico, sudorese excessiva e taquicardia.

A sensação de privação de tecnologia é um dos principais diagnósticos aceitos pela comunidade médica como os mais devastadores à saúde.

Técnicas de respiração, meditação e a exposição solar são algumas ferramentas usadas nas terapias para auxiliar o tratamento.

Náusea digital:

Surgiu na década de 90 para descrever a desorientação causada por usuários de realidade virtual. Tontura, náuseas e dores de cabeça hoje são algumas das principais reclamações nos consultórios médicos do mundo todo. Isso porque a quantidade cada vez maior de horas na frente das telas cada vez mais brilhantes estimulam a interação do usuário com o dispositivo móvel, tablet ou computador.

Os óculos de realidade aumentada, smart tvs cada vez mais potentes também prejudicam a saúde de quem é mais sensível a estas tecnologias. O remédio para o tratamento desse distúrbio é sempre o senso critico, não te fez bem é bom não utilizar.

Depressão de redes sociais

O uso excessivo das redes sociais ou a falta delas pode causar um tipo de depressão, já que a interação social passou de física para curtidas virtuais de experiências alheias. Muitos acabam inclusive desencadeando doenças secundárias por causa das redes.

E a dica para quem sofre com isso é tentar ter mais experiências reais do que virtuais. Apreciar o ócio, o que é banal e até o simples.

Transtorno de dependência da Internet:

Caracterizado principalmente pela incapacidade de controlar o próprio uso da Internet, que ocasiona ao indivíduo um sofrimento intenso e prejuízo significativo em diversas áreas da vida. Estar conectado é uma necessidade social, no entanto ela não deve causar dependência e se tornar prioridade.

Os efeitos colaterais desse diagnóstico incluem depressão, insônia, obesidade, ansiedade e ataques do pânico. E alternativas que ajudem a melhorar as relações afetivas, a comunicação e as verdadeiras experiências na vida real são ferramentas para conter o TDI.

Vício de jogos online:

A necessidade de acessar jogos online e se conectar a jogadores de outros países pela internet representa cerca de 18% da população mundial com idade entre 9 e 39 anos com doenças decorrentes da internet, e alguns países como a Coreia do Sul implementam a “Lei da Cinderela”, que bloqueia seu uso das 12:00 as 6:00 para evitar seu avanço.

E pasmem, essa estimativa incluem profissionais, mães, crianças e até atores de Hollywood como o 007 Nicolas Craig.

A dica valiosa para não incorrer no vicio em games é estipular o tempo de uso, e pedir ajuda de aplicativos que vão ajudar a limitar o uso.

Hipocondria digital:

Aquele indivíduo que desenvolve doenças que não tem e toma remédios que não precisa, com o acesso a informação sobre doenças na internet, incrementa ainda mais a sua doença. Assim, mais doenças e diagnósticos que acredita ter, simplesmente porque viu num site, aprendeu numa rede social ou comprou por um ecommerce alternativo. Cuidado!

Efeito Google:

O excesso de informação faz com que o cérebro processe e descarte com maior rapidez dados considerados não importantes, e um usuário que tudo pesquisa no Google e tão somente nele, estimula o cérebro a processar a informação de forma diferente, e o esquecimento e fadiga são seus principais sintomas.

Identificou alguma dessas doenças? Saiba que das 8 apontadas aqui você terá 2 em média, de acordo com a OMS Organização Mundial de Saúde. Ou seja, não descuide de sua saúde, procure ler um livro a um E-book, faça exercícios físicos em vez de jogos online, e ligue em vez de enviar uma mensagem quando desejar falar com alguém. Isso pode ajudar a ter relações melhores e uma vida mais saudável.

Maria Augusta Ribeiro é especialista em comportamento digital e Netnografia.



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