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Opinião
Quarta - 06 de Julho de 2011 às 09:15
Por: Nilson Leitão

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Completam-se hoje cinco anos desde a morte do maior líder que Mato Grosso já teve, Dante Martins de Oliveira. Liderança é algo que algumas pessoas até podem conquistar com o tempo, mas Dante já nasceu com ela.

Ainda jovem foi o principal responsável pela volta da democracia no país, mesmo tendo ao lado políticos experientes como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Lula, e Fernando Henrique Cardoso. Mas nenhum deles foi tão importante como ele.

A emenda Dante de Oliveira, que pedia a restauração da eleição direta para a Presidência da República no Brasil, ganhou repercussão não só no Congresso Nacional, mas nas ruas de todo o país, pressionando de maneira insustentável os militares, depois da passeata em São Paulo que contou com 200 mil pessoas pedindo a aprovação da emenda do mato-grossense.

Às vésperas da votação no Congresso Nacional o Ibope apontou que 84% dos brasileiros aprovavam a emenda Dante de Oliveira, mas, por falta de quórum no dia que ela entrou em pauta na Câmara dos Deputados, não foi aprovada.

De qualquer maneira, aquele ato de Dante fez com que os brasileiros fortalecessem a sua luta conquistando o direito de votar em 1990.

Eu assistia a todos estes momentos, na ainda pequena cidade de Sinop, orgulhoso em saber que aquele homem era do meu Estado.

Quando me convenceram a entrar na política e questionaram-me em qual sigla me filiaria, eu disse: “o PSDB, que o Dante é filiado”. Dante era o meu ídolo, era nele que eu me espelhava, e eu via a grande chance de conhecê-lo.

Lembro-me de quando estive frente a frente com ele pela primeira vez. Disseram que ele queria um candidato a prefeito de Sinop, e tinha falado o meu nome. Eu me sentia orgulhoso por ser reconhecido pelo meu ídolo. Quando o vi pela primeira vez, expressei os meus sentimentos, e ele disse que me ajudaria a vencer a eleição em 2000. Sem Dante, eu não venceria, realmente.

Muitos criticam o PSDB em usar o nome dele em campanhas ou em propagandas eleitorais. Eu, particularmente, considero como um dever cível citá-lo.

Dante não pode ser esquecido, e o grupo que assumiu o Poder depois dele em Mato Grosso, faz questão de apagá-lo da memória. Por isso, o partido sempre lembrará aos mato-grossense mais jovens a importância de Dante para o Estado e o país, e eu sou o primeiro a levantar esta bandeira. É um orgulho falar do nosso passado, para nos fortalecer no futuro.

É muita pretensão de alguém dizer que poderá ser o novo Dante de Oliveira. Uma pena, pois que bom seria se o nosso Congresso Nacional fosse feito de vários “Dantes” de Oliveira.
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*Nilson Leitão é deputado federal, ex-prefeito de Sinop por oito anos e atual presidente regional do PSDB


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