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Opinião
Quarta - 04 de Maio de 2011 às 11:04
Por: Onofre Ribeiro

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Na última segunda-feira, dia 25, às 22h11m tornei-me bisavô e Carmem bisavó, de um rapazinho moreno, de carinha amarrada, chamado Mateus, nascido da Clínica Femina, em Cuiabá. É filho do meu neto Miguel, com Mariana. Miguel é filho de André de Maria do Carmo. E, Carmem e eu, somos o guarda-chuva dessa galera. Pudemos ver o bisneto imediatamente após nascer, na porta do centro cirúrgico, ainda enrolado num lençol, com aquela carinha amassada dos recém-nascidos. Emoção pura!

Em 1988, André apressou o seu casamento aos 18 anos, e Miguel aos 23. Resultado, a família alcançou a terceira geração. Minha mãe, dona Júlia, aos 84 anos virou tataravó do primeiro tataraneto. Pra ela é a quarta geração.

Seria desnecessário falar das emoções que tomaram conta de todos nós debaixo desse guarda-chuva familiar. De minha parte e da Carmem, nos alegra muito que na faixa dos 60 anos possamos contemplar os desdobramentos da família que iniciamos 1968 quando nos casamos em Brasília. Certamente acompanharemos Mateus por muitos anos e o veremos desenvolver-se como temos visto os quatro filhos e os cinco netos.

Como ela e eu descendemos de família de grande longevidade, suponho que corremos o risco de pegarmos a nossa própria quarta geração. Pode ser pretensão, mas quem sabe?

Depois do nascimento de Mateus, saímos pra comer uma pizza e nos pusemos a recordar de nós mesmos há tão pouco tempo iniciando a vida em comum. Nos lembramos daquelas coisas típicas como o dinheiro curto, o começo de tudo, as aspirações, os receios e as esperanças. O nascimento do André, do Fábio, do Marcelo e do Tiago e todos os etcs que cabem num tempo assim.

Mas, voltando ao Mateus, gosto muito da idéia de tê-lo como bisneto, principalmente quando considero o importante papel que as gerações que estão chegando têm com as transformações pelas quais o mundo está passando e passará mais ainda no futuro próximo.

Tenho pesquisado muito sobre as chamadas “crianças índigo”, “crianças cristal” e agora as “crianças arco-íris”, que são os nascidos depois de 1980 e agora, a partir de 2000. São seres espirituais antigos e experientes que chegam cada vez mais comprometidos com os tempos atuais e futuros. Nascem portadores dos genes das transformações!

Vejo, de fato, que Mateus e os de sua geração realmente precisarão ter muito preparo para enfrentar tempos novos e extremamente tecnológicos, uma sociedade cada dia mais mutante, a economia se transformando fora de todos os manuais tradicionais, as pessoas se reposicionando diante da vida. Vejo instituições se repensando, algumas se tornando obsoletas precisando ser substituídas por algo novo e socialmente mais efetivo. Enfim, nada será como antes, diria Lulu Santos na sua música “Como uma onda”.

Mateus e os seus contemporâneos atuais darão seguimento a essa onda que hoje estamos criando nesta fase de profundas transformações que encerram de fato o século 20 e começam pra valer o século 21.

Parafraseando uma velha frase do futebol, recebemos Mateus em nosso guarda-chuva familiar e o incentivamos: “Sai Mateus, que o século é seu!”.

Onofre Ribeiro é jornalista em Cuiabá




Autor

Onofre Ribeiro
onofreribeiro@onofreribeiro.com.br www.onofreribeiro.com.br

É jornalista em Cuiabá.

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