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Opinião
Quarta - 26 de Fevereiro de 2014 às 09:44
Por: Alfredo da Mota Menezes

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A Lei de Eficiência Pública (LEP) é uma das melhores ações que apareceram no parlamento estadual. Ela, se vier, pautaria os gastos do governo para sobrar mais recursos para serem investidos em fatores produtivos. Apesar desse sentimento positivo, fico cá pensando se ela não choca com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) na questão da folha de pagamento. A LEP diz que não se pode ter aumento da folha salarial acima do que arrecada o estado, principalmente com o ICMS. A LRF diz que se pode gastar até 46,55% do orçamento com funcionários. 

Se a LEP amarrar a folha salarial abaixo disso e a LRF disser que se pode gastar um pouco mais, a lei maior ou federal acaba engolindo a outra ou não? Se confirmado o nome do Julier como candidato ao governo, seria uma disputa interessante entre ele e o Pedro Taques. 

"Por que o Ministério Público não vasculha algumas dessas obras e faz um raio-X sobre elas? Saber da concorrência? "

Ele é o único do grupo que pode contrabalançar o discurso do novo que já é marca do Taques.Taques tem a vantagem de ser mais conhecido que o Julier pelo estado, mas o juiz federal, se for candidato, teria a vantagem de ter um mundaréu de apoio político. Numa campanha entre os dois, eles vão se atacar? O que tem de reclamação sobre obras da Copa mal feitas não é brincadeira. Por que o Ministério Público não vasculha algumas dessas obras e faz um raio-X sobre elas? Saber da concorrência? 

Se é em Regime Diferenciado de Contratação? Se for, teve aditivo? Quem fez o projeto executivo? Por que a empresa atrasou as obras? A Secopa atrasou pagamento? A CAB teve culpa nesses atrasos? Um levantamento profundo desses seria pedagógico para toda a sociedade. Já é tempo das pessoas não serem tão engambeladas por empreiteiras, agentes públicos ou da classe política. 

Surgiu e desapareceu a ideia de fazer de Cuiabá a capital do agronegócio brasileiro. Será complexo de vira-lata, na expressão do Nelson Rodrigues? Receio de São Paulo ou Curitiba gritar com a gente? Mas a ideia é boa e tem base. MT é o estado que mais produz soja, algodão e milho no país e ainda tem o maior rebanho bovino. Com tudo isso, e com a perspectiva até de aumentar a produção no campo, nada mais natural que Cuiabá fosse conhecida como a capital nacional do agronegócio.Qual a vantagem? Quando aqui falasse para o outro Brasil se poderia ser ouvido mais do que é agora.Muitos encontros nacionais sobre o agronegócio seriam em Cuiabá. 

Ajudaria no turismo, seria bom para hotéis e restaurantes. Aumentam-se empregos. E teria que ser na capital mesmo. Se for em Sinop, Sorriso fica com ciúme. Se for em Rondonópolis, Primavera pode chiar. E na capital se tem os voos e a prestação de serviço. É bem melhor que nas cidades do interior. Parece que foi a prefeitura da capital que começou com essa ideia. O que se quer saber é por que parou?



Autor

Alfredo da Mota Menezes

ALFREDO DA MOTA MENEZES é historiador e articulista político

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