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Opinião
Sexta - 13 de Junho de 2014 às 14:02
Por: Wilson Santos

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Quando o presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Joseph Blater, anunciou Cuiabá como uma das doze sedes da Copa do mundo 2014 foi uma explosão de alegria em todo Mato Grosso.

Autoridades estaduais, da capital e populares se concentraram na Praça 8 de Abril para aguardar o tão esperado anuncio, houve foguetório e discursos.

Essa alegria contagiante era motivada por um conjunto de razões: a vitória sobre Campo Grande (MS), nosso adversário secular; a emoção de receber jogos internacionais em nossa casa; a divulgação de nossa cultura, gastronomia, potencial econômico e belezas naturais para todo o planeta; agregação de valor aos imóveis; melhoria e expansão da infraestrutura da capital.

Enfim, Cuiabá havia ganhado na loteria!

Na data do primeiro jogo, entre Chile e Austrália, trago informações de bastidores que permitirão ao leitor uma compreensão mais precisa e verdadeira de como e quem protagonizou essa batalha contra Campo Grande e Goiânia, para sediar no Centro-Oeste o maior evento do futebol mundial. "A Fifa queria dez sedes no Brasil. Um corumbaense, radicado em Cuiabá havia mais de 40 anos, ex-presidente da FMF, elabora uma ideia inédita e felicíssima: acrescentar duas novas sedes, uma na Amazônia e outra no Pantanal"

Definido em Zurique, em outubro de 2007, que o Brasil sediaria a 20ª edição da Copa do Mundo, é preciso informar que a atuação do presidente Lula e um acordo feito entre Ricardo Teixeira e Blater foram decisivos para que a Copa viesse para o nosso país.

Ricardo Teixeira abriu mão de sua candidatura à presidência da Fifa e apoiou Blater, em troca do Brasil sediar a Copa 2014.

A Fifa queria dez sedes no Brasil. É nesse momento que um economista corumbaense, radicado em Cuiabá havia mais de 40 anos, ex-presidente da Federação Mato-grossense de Futebol, elabora uma ideia inédita e felicíssima: acrescentar duas novas sedes, uma na Amazônia e outra no Pantanal!

A ideia de Agripino Bonilha Filho era estender a Copa a dois ecossistemas exuberantes e desconhecidos pela grande maioria da população mundial.

Agripino Bonilha, que também foi vereador por Cuiabá(1983-1988), presidiu o Bemat e disputou o Governo de Mato Grosso em 1990, conseguiu convencer seu padrinho político e presidente de honra da Fifa, João Havelange. Estava dado o primeiro grande passo para Cuiabá sediar a Copa em pleno Pantanal.

Havelange entra em campo, com a experiência de ter presidido a Fifa por duas décadas e com a autoridade moral de quem fez de Joseph Blater seu sucessor, conseguindo tirar o sinal verde da Fifa para as duas novas sedes, na Amazônia e no Pantanal.

Definida uma sede para o Pantanal, Cuiabá, Campo Grande e até Goiânia arregimentam suas forcas políticas para a disputa.

Campo Grande conseguiu levar até o presidente Lula na Cidade Morena e o fez vestir, literalmente, uma camiseta de apoio ao município.

Articulou com os governos da Bolívia e do Paraguai e se colocava à frente de Cuiabá nos quesitos infraestrutura e logística de turismo.

Goiânia, apesar de não estar no Pantanal, também movia esperanças de sediar a Cop.

Mas, Agripino Bonilha, que havia convencido João Havelange a defender as novas sedes para Amazônia e Pantanal, também convenceu Havelange de que Cuiabá era a melhor opção para sediar a Copa no Pantanal.

Governadores dos dois estados, prefeitos das capitais, parlamentares dos três níveis, executivos públicos e empresários do turismo movimentaram se diuturnamente, deram entrevistas, mobilizaram suas populações, exaltaram os potenciais econômicos e turísticos - que, diga-se de passagem, são muito semelhantes.

O destino da sede da Copa Fifa Pantanal já estava traçado por Bonilha e Havelange: Cuiabá seria a escolhida!

O então governador Blairo Maggi recebeu uma carta de João Havelange, entregue por Bonilha, meses antes do anuncio da Fifa, comunicando lhe que Cuiabá havia sido escolhida!

João Havelange solicitou de Maggi que preservasse o segredo, tocasse as ações pró-Copa com toda naturalidade e fizesse ‘cara de surpreso’ quando do anúncio oficial, em 31 de maio de 2009.

O que de fato ocorreu.



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