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Opinião
Terça - 23 de Setembro de 2014 às 16:19
Por: Alfredo da Mota Menezes

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Sou encafifado com a tal da sorte em política. Não adianta o cara ser bom nessa atividade se não tiver também um pouco de sorte.

Não é somente sorte, tem que trabalhar, a sorte é um complemento. É difícil definir o que é essa sorte.

Ela se dá de maneiras diferentes e frente a fatos e circunstâncias de momentos.

Já contado aqui volta-se ao caso do Lula na eleição com Color de Mello para presidente em 1989.

Se ganha, com uma inflação de assustar e com as ideias que ele tinha à época, teria sumido no ralo da história.

FHC teria chegado onde chegou se tivesse ganho a eleição de Jânio Quadros para prefeito de S. Paulo?

Começo a achar que o Pedro Taques tem também sorte na política. Corre atrás das coisas, mas tem um pouco de sorte ao lado de sua andança. Alguns dados talvez ilustre isso.

Se o Blairo saísse candidato, mesmo com a Operação Ararath que o machucou, seria uma parada dura para o Taques.

O Blairo deixou a companheirada dele chupando dedo. Bom para o Pedro.

José Riva, com seus problemas jurídicos, teve que deixar a disputa para a esposa.

Se a candidatura Riva conseguisse registro ajudaria a levar a eleição para o segundo turno.

Lúdio Cabral, outro opositor do Taques, vem num calvário a cada esquina que dobra.Cada problema com viaduto ou trincheira cai na cacunda dele. O resultado do Ideb, aquele índice educacional ruim, também não ajudou sua campanha.

Pior ainda por ter o PT por sete anos na Secretaria de Educação do estado.

Silval Barbosa, apoiador do Lúdio, está numa situação incômoda. A última foi a colocação de quarto pior governador do país. "Somando tudo e se não houver nenhuma hecatombe, a eleição caminha para o Taques ainda no primeiro turno. Aliás, mantendo a escrita de nunca ter havido segundo turno na eleição para governador no estado. "

Aquela frase do Bezerra de que o Silval seria o maior cabo eleitoral do Lúdio virou chacota.

Somando tudo e se não houver nenhuma hecatombe, a eleição caminha para o Taques ainda no primeiro turno. Aliás, mantendo a escrita de nunca ter havido segundo turno na eleição para governador no estado.

A outra curiosidade é o levantamento encaminhado à coluna por Agnaldo Campos. Foi ao TRE e pesquisou o apoio de prefeitos às candidaturas ao governo. Levantou número de eleitores em cada município, o prefeito e a sigla que pertence.

Janete Riva tem apoio de 40 prefeitos de municípios que têm juntos 353.989 eleitores. O maior é Barra do Garças com 41 mil eleitores. Tem município em apoio à Janete que tem pouco mais de mil eleitores.

Taques tem apoio de 46 prefeitos em lugares que juntos tem 978.373 eleitores. Cuiabá, 410 mil eleitores e Rondonópolis com 133 mil puxam os números para cima.

Lúdio é apoiado por 54 prefeitos em municípios com um eleitorado de 845.115. Várzea Grande com 180 mil, Sinop com 85 mil e Tangará com 62 dão robustez aos números de prefeitos apoiadores do Lúdio.



Autor

Alfredo da Mota Menezes

ALFREDO DA MOTA MENEZES é historiador e articulista político

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