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Opinião
Segunda - 22 de Julho de 2019 às 09:56
Por: Onofre Ribeiro

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Antes de falar sobre a ferrovia de São Paulo a Rondonópolis e daí a Cuiabá e Sorriso, gostaria de falar um pouco sobre o ambiente de negócios e de investimentos para o Brasil nos próximos meses e anos.

Meu filho Fábio Ribeiro esteve no começo do mês em São Paulo pra participar do Congresso “ExpertXP 2019”. Foi o maior encontro mundial sobre investimentos neste ano. Lá estiveram os grandes pensadores e investidores nacionais e representantes internacionais. Vou tentar sintetizar algumas das ideias apresentados no congresso pela maioria dos palestrantes e debatedores.

Começo pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Ele teve a coragem de prometer publicamente naquele ambiente que ainda neste ano serão votadas e aprovadas a reforma da previdência, o pacote anti-crime de Moro, a reforma tributária e uma reforma do Estado. Esta, disse ele, deverá iniciar o processo de reduzir o Estado, com intensas privatizações e simplificação burocrática. Garantiu que a renovação de 70% no Congresso nas eleições de 2018, trouxe uma geração de parlamentares dispostos a mudar o país. Se assim for, o grande entrave político do atraso brasileiro começa a rever-se e a modificar posições cínicas e hipócritas da sua longa história.

Outra colocação do ministro Paulo Guedes foi a de que alguns grandes empresários maduros de ponta estão ocupando cargos decisivos no Ministério da Economia, com missões que vão desde a política de privatizações, até a simplificação da máquina pública emperrada de hoje e a abertura do país à economia mundial. São amigos e confiam no ministro Paulo Guedes. Uma espécie de missão em favor do país.


O consenso do congresso pode ser resumido em alguns pontos essenciais:

1 – as transformações em andamento não tem volta.

2 – recomeçaram os interesses mundiais sobre o Brasil por conta dos espaços para investimentos de grande porte, especialmente na área das infraestruturas e em setores industriais hoje sucateados pelo fechamento não-competitivo dos últimos anos.

3- a crença é a de que as reformas, a abertura da economia brasileira, o fim do lobby dos bancos com a recuperação da economia e o fim dos déficit público, os juros cairão e haverá recursos para financiamentos privados em todos os níveis. Por fim, a simplificação da máquina de poder em que se transformou o Estado brasileiro, abrirá espaços para a eficiência e investimentos e negócios numa escala muito grande.

Portanto, há mais esperanças do que tristezas nos cenários futuros. Confesso a minha esperança quando olho pros cenários mundiais e vejo muitas incertezas lá e boas possibilidades aqui.

Nesse ambiente no próximo artigo, terça-feira, gostaria de falar sobre a ferrovia citada no começo do artigo e os cenários de Mato Grosso.

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.



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