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Opinião
Quinta - 12 de Março de 2020 às 05:54
Por: Eduardo Póvoas

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Quem conheceu a Fernando Correa sem asfalto, vai saber muito bem o que a gurizada do meu tempo fazia para tomar um delicioso banho no rio Coxipó, quando vinhamos de bicicleta e tínhamos que atravessar o pico do amor com aquela terra amarela fofa e uma poeira de matar.

Pouco importávamos com isso, atravessávamos esse “deserto” e íamos rumo a chácara do Dr. Benedito Vaz de Figueiredo, mas conhecido como Dr. Gigi.

Ninguém levava cantil ou água filtrada para beber, pois as aguas cristalinas do Coxipó matava nossa sede.

Às vezes sentíamos preguiça de enfrentar essa “viagem” até o Coxipó, que íamos à praia do Clube Náutico ou de bicicleta ou de Jeep Toyota de Moacir Spineli, nosso colega.

Quem conheceu a Fernando Correa sem asfalto, vai saber muito bem o que a gurizada do meu tempo fazia para tomar um delicioso banho no rio Coxipó

Essa praia junto com o rio Coxipó e esporadicamente as de Santo Antonio de Leverger, eram as praias dos cuiabanos.

Não me lembro de ser convidado por nenhum amigo na minha juventude para irmos tomar um banho na Salgadeira.

Esta nunca foi a praia dos cuiabanos, talvez por ficar muito longe da capital, por não ter condução fácil para o local, e por ser ligada por uma estrada de terra. Lembrem-se de que naquela época, o automóvel não era fácil para todos com é hoje.

E nossa praia principal, vocês já viram como está hoje?

Poderíamos ter uma reunião com os futuros candidatos a Prefeito, e solicitar deles que se eleito, comecem a despoluição do rio Coxipó, entregando à cidade essa joia que poucos municípios do planeta tem o privilégio de ter um rio dessa natureza cortando seu perímetro urbano.

Já pensaram nisso? Voltar a frequentar nossas antigas praias? Ali no Coxipó você não corre o risco de ser punido pelo “bafômetro” pois é só descer do ônibus e estar com o pé na água.

Você não corre o risco de se acidentar por ter ingerido um pouco mais de “mé” e não gastará quase nada para alcançar essa maravilha, pois está no centro da cidade.

É sonho? Pouco importa se é ou não, mas o que é permitido sonhar são com as coisas boas da vida. Concorda?

Eduardo Póvoas é pós-graduado pela UFRJ.



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