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Opinião
Segunda - 26 de Outubro de 2020 às 10:10
Por: Wilson Carlos Fuáh

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No jogo político nada mudou, ou até piorou, por que os políticos ao invés de apresentar projetos para melhoria dos serviços públicos, estão mais preocupados com a vida dos outros candidatos, estão preocupados mais em ver a vida dos outros pela “janela suja”, e os debates e entrevistas até parecem conversas de lavadeiras, igual a essa história de vizinhas:

Todos os dias durante o café da manhã, a mulher falava para o marido olhar pela a janela, o marido olhava, e ela falava que os lençóis pendurados no varal da vizinha, estavam muitos sujos, encardidos, amarelados, e ainda julgava: ela não sabe lavar ou parece que não tem sabão. E assim, todos os dias era a mesma coisa. Até que um dia, durante o café da manhã, ela falou para o marido:

- olha meu bem, como os lençóis da nossa vizinha estão brancos, ela deve ter comprado sabão.

O marido aliviado de tanto ouvir a conversa de lavadeira, respondeu:

- “Hoje eu levantei mais cedo que você e lavei todos os vidros das nossas janelas que estavam muito sujas, e que você deveria fazer é trabalhar mais, e não ficar preocupada com a vida da vizinha”.

Vejam que durante a campanha política deste ano, a história da "janela suja", está bem representada, pois os políticos estão preocupados tanto com a vida e história dos adversários e não se preocupam com a sua própria história, por isso, que a baixaria está sendo o tema principal nos debates nesta eleição para Prefeito.

Durante a eleição a história do candidato conta muito, e durante as campanhas aparecem os textos apócrifos e os vídeos com produção cinematográfica, chamados FAKENEWS.

E, apesar de saber que o indivíduo que divulga ou repassa uma notícia falsa sobre alguém, está cometendo crime de difamação, e podem provocar enormes estragos pessoais ao atingir o candidato adversário, são tentativas de destruições explícitas e repetidas diariamente nós programas eleitorais, que na verdade, são considerados atos covardes e criminosos, pois são ancorados em mentiras e fatos irreais, possibilitando a desconstruções das histórias e das personalidades dos adversários.

Hoje o candidato ao invés de focar em projetos e plano de governo, pensando na modernização e no desenvolvimento de projetos destinados as camadas da sociedade carente que precisam muito dos serviços públicos e melhor qualidade de vida, alguns candidatos estão mais preocupados com as desconstruções dos adversários, e prega o ódio a todos os adversários, e na visões destes, são vistos como inimigos mortais; pois esse concorrente pode interromper as grandes possibilidades de conquistadas de poder individualmente e do grupo que investe em busca de retorno financeiro.

Vejam que a briga começa antes e depois das convenções, são componentes do mesmo partido praticando traições antecipadas ao não aceitar o resultados das convenções, e a partir daí, começam as rasteiras, e que são aplicadas diariamente, e que se danem as ideologias partidárias, são na verdade candidatos tentando a todo custo, estabelecer os projetos pessoais ou as vantagens inconfessáveis que só o poder dominante possibilita a serem conquistadas.

E, após a contagem dos votos, a Senhora Democracia traz à tona, as caras dos vencedores, e ainda dá o direito aos eleitores que erraram, corrigir nas próximas eleições.

Por isso, que a luta pelo poder virou guerra e com uso de golpes baixos, e para ganhar uma eleição, alguns políticos estão partindo o “VALE TUDO”, mas o povo não merece assistir essas avalanches de bate boca, e fica a constatação que existem muitos políticos olhando os adversários pela "janela suja" da política.

Wilson Carlos Fuáh é especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Política.



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