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Opinião
Quinta - 21 de Janeiro de 2021 às 11:09
Por: Gilson Nunes

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Elas acabaram de chegar. Serão consumidas em conta-gotas. Aplicação lenta, uma por uma. São as vacinas da esperança. O mundo começa a sonhar por melhores dias, e passar a ter uma vida normal. As vacinas podem ser o sonho de todos e para todos, se tornando realidade.

Que essas vacinas sejam de fato o resultado de muitas orações. Que os clamores sofridos principalmente das famílias que perderam seus entes queridos, amenizem tanta dor.

As tão esperadas vacinas chegam com a responsabilidade de salvar todo o planeta. Oh senhor pai, todo poderoso, criador do céu e da terra, que assim seja e que assim se faça. Antes porém precisamos pensar com um pouco mais de serenidade.

As vacinas são o alivio de muitas apreensões. Principalmente das que não provocam dores: ansiedade, medo, incertezas e depressão. Longe de pensar que estou querendo jogar farinha no ventilador. Entretanto, fazer valer as recomendações contra o Covid-19, mesmo depois de ter tomado a vacina, é salutar e inteligente.

Que as vacinas sejam a solução não apenas da cura da pandemia, mas também, de forma de pensar dos poderoso

É sempre bom lembrar que “Com essa insana pandemia, todo cuidado pé pouco”. Não dá pra confiar de cara. Ainda estamos sem lenço e sem documentos que garantam a sua eficiência e sua eficácia. Não obstante, só o fato de pensar que elas podem ser a arma capaz de frear, e, quem sabe, acabar com a pandemia, já alivia a alma. Vamos acreditar, desacreditando que elas serão o “milagre dos peixes”.

Além das recomendações das mudanças de atitudes da sociedade contra o Covid-19, a sociedade também vai ter que se acostumar, ou se adaptar para outras formas de vida. A expressão “Delivery”, veio pra ficar, assim como o trabalho “off home”, também. Aos poucos os costumes começam a modificar o comportamento da sociedade. Muitas coisas irão melhorar: o trânsito de automóveis nas ruas, as despesas com ônibus circulares do trabalho pra casa e vice-versa.

Outros comportamentos já estão em prática, bem como outros virão. O mundo é outro. Nós não somos os mesmos.

O mundo percebeu que felicidade é o resultado de uma vida saudável, aconchegante. A realidade sobre a vida das pessoas hão de se tornar o melhor bem estar do prazer pessoal.

As cabeças uns dos outros estarão voltadas para uma fé em Deus que até então não passava de uma simples Fé. Mãos dadas, confraternização, solidariedade, compaixão, serão os antídotos de uma nova era que se inicia. Se, por razões inexplicáveis, a guerra entre os países tem o poder de uni-las, essa ideologia macabra se desfaz.

O Século XXI mostrou a sua cara. Quantos ouvidos ouviram a expressão “puxa vida em leno século XX! Estamos vendo isso ou aquilo?” Era como se parte da sociedade mundial estivessem tratando o seu semelhante como um desligado da visa, ou ignorando a sua filosofia de vida, pelo fato de que o seu conhecimento era pífio. Quanta arrogância dos privilegiados.

Que as vacinas sejam a solução não apenas da cura da pandemia, mas também, de forma de pensar dos poderosos. Quem nasceu para governar, não tem o direito de ter somente um coração, somente uma vontade, mas sim, a obrigação de ter pra ter, mas sim, de ter, pra ter, pra dar.

Gilson Nunes é jornalista.



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