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Opinião
Domingo - 10 de Abril de 2022 às 18:01
Por: Onofre Ribeiro

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Cooperar. Compartilhar. Incluir. Agregar. Respeitar. Humanizar. Sustentabilidade.


Essas palavras ouvi com insistência nesta última sexta-feira e no sábado durante a assembleia geral do Sicredi Centro-Norte, em Lucas do Rio Verde, durante a inauguração da sua sede principal. Tive a oportunidade de proferir uma palestra para os participantes da diretoria e da assembleia do conselho, sobre o tema: “Cenários que esperam Mato Grosso em 2030”. Aliás, pretendo escrever um artigo a respeito.

Decidi escrever este artigo depois de ouvir insistentemente as palavras citadas acima, num ambiente de construção financeira e social da cooperativas de crédito. Primeiro, falo sobre o prédio. É uma construção imponente dentro de um projeto de sustentabilidade ambiental. A cooperativa Sicredi Norte atua em Lucas, na região e alcança Cuiabá.

Em Lucas e em Nova Mutum, por exemplo, além dos municípios da BR-163, opera forte no crédito rural e tem uma enorme influência financeira e econômica numa das áreas mais produtivas de Mato Grosso.

Porém, o que realmente chamou a minha atenção é essa disposição de tratar a cooperativa financeira como uma cooperativa humana.

Neste momento pós-pandemia em que a média dos valores humanos saiu de um campo teórico e duro, surgem no horizonte novos sinais de uma real humanidade. Lidar com dinheiro, mesmo sendo uma cooperativa de crédito, o campo pra ser duro é muito vasto.

Há um universo de funcionários comprometido. Há as expectativas sociais nas comunidades onde a cooperativa opera, e há expectativas nos cooperados e nos empreendedores que gravitam no seu entorno.

Encerro com a observação de que o pós-pandemia muda cada dia mais as relações entre as instituições privadas e o seu entorno humano. Uma instituição, especialmente, as de crédito cooperativo, só fazem sentido se promoveram o deslocamento de parte do capital do seu caixa para apoiar também inciativas humanas da sociedade e das comunidades da sua influência. Esportes. Educação. Saúde Lazer. Obras sociais. Arte. Humanidades, enfim.

Não se concebe mais um mundo sem essas leituras sensoriais. Saí da assembleia geral do Sicredi muito animado e consolado. Há esperanças sendo construídas e sendo praticadas no nosso universo de convivência em Mato Grosso.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso.



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