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Opinião
Terça - 16 de Abril de 2024 às 00:47
Por: Daniel Pires Vaz

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Os cálculos renais, também conhecidos como pedras nos rins, são depósitos de substâncias presentes na urina. Eles podem variar em tamanho, número e densidade, além de poder causar desconforto significativo quando passam pelos ureteres (os ‘canudinhos’ que transportam a urina dos rins para a bexiga).


A doença calculosa dos rins pode se formar por uma variedade de razões, incluindo: desidratação, dieta rica em certos alimentos (como sódio, proteínas animais, refrigerantes), histórico familiar, condições médicas subjacentes (como gota, doença inflamatória intestinal, pós-bariátrica ou distúrbios metabólicos) e até certos medicamentos.

Os cálculos podem ser desde assintomáticos até a apresentação de cólica renal, que cursa com dor intensa no flanco ou abdominal, dor ao urinar, presença de sangue na urina, urgência miccional e náuseas ou vômitos.

Quanto ao diagnóstico, geralmente é feito com exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC) ou radiografia simples, e análise da urina para detectar a presença de sangue ou cristais.

O tratamento dos cálculos renais depende do tamanho, localização e gravidade dos sintomas. Opções de tratamento podem incluir desde observação de hidratação, medicações para aliviar a dor e facilitar a passagem das pedras e, em última situação, procedimentos minimamente invasivos para quebrar ou remover os cálculos. Hoje em dia a cirurgia aberta é prescrita para o tratamento da calculose renal, graças ao desenvolvimento de tecnologias e materiais menores e menos traumáticos.

Prevenção

Até 50% dos pacientes que tiveram um cálculo renal vão ter outro em 5 anos se não fizerem um tratamento preventivo. Medidas que servem para a maioria dos pacientes com cálculos são aumentar a ingesta hídrica, com o objetivo de o paciente urinar mais de 2 litros por dia. Para isso, pode-se verificar a cor da urina. Ela deve estar bem clara, quase transparente. Se a urina estiver amarelada é sinal que mais água deve ser ingerida.

Evite excesso de sódio na alimentação e controle a ingestão de proteínas animais também. Pacientes que têm muitas infecções de urina devem ser investigados com atenção especial.

Nos pacientes de alto risco há necessidade de introdução de algum tratamento farmacológico para prevenir a recorrência das pedras, a depender dos minerais que compõe o cálculo e das alterações metabólicas identificadas.

Possíveis complicações

Quando o paciente tem a cólica renal significa que o rim está entupido por um cálculo no ureter ou na pelve renal. Isso além de causar muita dor aumenta riscos de infecção urinária grave, insuficiência renal e risco de perda de função definitiva do órgão.

Prognóstico

Os cálculos renais são altamente tratáveis e preveníveis. Entretanto, um cálculo renal não tratado pode causar alterações renais irreversíveis, podendo levar até a perda definitiva da função renal.

Uma boa parte dos cálculos é eliminada espontaneamente, mas em cerca de 20% dos casos são necessários tratamento medicamentoso ou cirúrgico.

Assim, se uma pessoa descobre que tem um cálculo renal, deve procurar um urologista para definir o melhor tratamento a ser instituído.

Dr. Daniel Pires Vaz é urologista e integra a equipe da Clínica Vida Diagnóstico e Saúde, em Várzea Grande (MT).



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