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Quinta - 20 de Janeiro de 2011 às 09:09
Por: Téo Meneses

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O ex-governador de Mato Grosso e senador diplomado, Blairo Maggi (PR), conta desde 1º de janeiro com escolta de 4 policiais militares que fazem a segurança particular dele 24 horas por dia. O benefício é pago pelo Estado e se estenderá até março de 2018, mas não poderá ser usado para garantir proteção de propriedades privadas.

A escolta faz de Blairo o primeiro a ser contemplado pela lei estadual 8.966/2009, que garante segurança pelo mesmo prazo que os governadores de Mato Grosso ficarem nos cargos. No caso do republicano, ele tem direito ao benefício pelos próximos 7 anos e 3 meses, já que assumiu o Palácio Paiaguás em 2003 e renunciou à cadeira em março de 2010 para disputar uma vaga no Senado.

De acordo como o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Antônio Roberto Monteiro de Moraes, o benefício custa aos cofres públicos cerca de R$ 8 mil por mês. Isso equivale ao salário dos 4 soldados que fazem a segurança de Maggi em regime de escala.

O coronel explica que a segurança é destinada exclusivamente à pessoa dos ex-governadores e não a patrimônio. Esse assunto começou a gerar polêmica nos bastidores do Palácio Paiaguás nos últimos dias porque o governador Silval Barbosa (PMDB) publicou o decreto 2.327/2010 repassando as despesas da segurança ao orçamento da Casa Militar e não do Executivo. Nesse ato não é citada a proteção a propriedades como no decreto assinado por Maggi em janeiro de 2010 (nº 3.069/10).

A escolta a ex-governadores em 12 estados brasileiros. Maggi requereu o benefício em dezembro. O Ministério Público no Amazonas promete pedir o fim da escolta no Estado. Já o MP de Mato Grosso não tem nenhum procedimento nesse sentido.





Fonte: A Gazeta

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