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Politica MT
Terça - 13 de Abril de 2010 às 18:39
Por: Marcia Andreola

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A senadora Serys Slhessarenko disse nesta terça-feira, em Primavera do Leste, que o filiado do Partido dos Trabalhadores deve exorcizar o medo e ir às urnas domingo, dia 18, nas prévias para escolha do candidato ao Senado Federal para disputar a eleição de outubro, consciente e fazendo a decisão mais coerente e sensata. Segundo ela, o filiado deve tomar a decisão visando, acima de tudo, os interesses maiores do conjunto da sociedade. “O PT sempre foi construído com muita luta e muito esforço de todos. A obstinação de cada militante. E isso não vai mudar. Nenhum cargo, nenhum emprego, nada, vai tirar a coragem da militância petista” – ela disse. As prévias do PT acontecem domingo, dia 18.

Serys lamentou que seus adversários nas prévias, o grupo liderado pelo deputado federal Carlos Abicalil, que deseja a candidatura ao Sernado, esteja pressionando as entidades da classe trabalhadora para extrair posições políticas e envolvê-las no processo eleitoral interno do PT. “É um absurdo o que está sendo feito. Não posso admitir o uso do trabalhador e do dinheiro do trabalhador em mobilizações cuja finalidade é tentar denegrir a minha imagem” – lastimou a senadora.
 
Serys rebateu as acusações de que votou contra o servidor público, em 2007, na Comissão de Assuntos Econômicos, em modificação a uma proposta do Governo para a Lei do PAC. Ela contestou a moção extraída do Congresso dos Servidores Públicos Federais. “O Planalto priorizou o projeto e todos os senadores do bloco de apoio ao Governo foram solicitados acompanhar o relator. É um projeto que mudou a Lei do PAC que importaria em perda salarial para os próprios servidores. O que fizemos foi possibiltar a correção pela inflação” – ela esclareceu.
 
“Acho muito engraçado correntes do próprio partido, que fechou questão em apoio irrestrito ao presidente, cobrar uma ação em função do apoio” – disse a senadora, referindo-se ao deputado Alexandre César. “Ao contrário de alguns incoerentes, que cobram minha postura por puro ato de politicagem, eu não trai nenhum trabalhador. Muito pelo contrário: fizemos o possível para melhorar uma situação que seria muito pior, mas pelo visto...”.
 
Na proposta do Governo o gasto público estava limitado a 1,5% e o Senado alterou para 2,5% garantindo que o salário dos servidores públicos sejam corrigidos para evitar perdas geradas com a inflação, mas sem representar aumento real. “A época questionei sim, a razão do projeto, mas o Governo pediu o empenho dos senadores em aprovar este projeto, e fui convencida de que, frente às opções disponíveis este era o melhor texto possível” - acentuou.
 
Serys lembrou que essa situação ficou tão clara que foi amplamente apoiado pelos senadores do PT como Eduardo Suplicy, Delcídio Amaral, Ideli Salvatti e Aloísio Mercadante, assim como todos os outros senadores como Pedro Simon e Jefferson Peres. “Não posso aceitar que esta minha fidelidade ao Presidente Lula seja utilizada por membros do Partido contra mim, eleitoralmente, isso é mau caratismo” – acentuou.
 
Finalizando, a senadora enfatizou que na época preferiu garantir correções que mantivessem o poder de compra dos salários, a ver os salários corroídos pela inflação. “Estas eram as opções dadas, qualquer outra ação teria sido demagógica e uma traição à minha bancada que tinha acordado o voto favorável e ao governo que priorizou a aprovação do projeto na Comissão, vez que não votei em plenário” - concluiu.






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