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Terça - 23 de Fevereiro de 2010 às 18:15
Por: Patrícia Sanches

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Candidata do PT à Presidência da República, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, nega que sofrerá desgastes no período eleitoral devido ao passado guerrilheiro, em que atuou em movimentos de combate à Ditadura Militar. “Tenho muito orgulho da minha participação neste movimento”, disse nesta terça (23), em coletiva no Palácio Paiaguas.

Segundo Dilma, a situação naquela época era adversa, com torturas, presos e amigos assassinados. “Eu fui presa, torturada e condenada a dois anos de prisão”, relembra. A petista argumenta também que outros líderes políticos participaram do movimento e tiveram de ser exilados. “Foi um momento muito complicado”, relata.

Dilma militou na Organização Política Operária (Polop), em 1967, no planejamento ou na execução de ações armadas contra a ditadura militar (64-85). Ela atuou como guerrilheira e foi acusada de praticar uma série de crimes, mas nunca sofreu condenação. A petista é a principal aposta do presidente Lula para sucedê-lo, mas enfrenta outro problema: nunca ter exercido cargo eletivo.

Para contrapor os críticos, a ministra declarou ter acumulado uma experiência de 40 anos em cargos na administração pública, inclusive, como ministra de Minas e Energia do governo Lula. Já prevendo estes questionamentos, o próprio governador Blairo Maggi (PR) blindou a ministra ao declarar que se sente feliz ao ver pessoas mais técnicas eleitas para cargos importantes.

Sobre as perspectivas para o Brasil nos próximos anos, Dilma disse acreditar nas análises de especialistas que colocam o país na condição de 5ª potência mundial. Ela pondera que a população só sentirá os reflexos disto quando tiver uma renda per capita compatível.

Dilma pretende retornar a Mato Grosso no período eleitoral. Ela avalia que o Estado é estratégico para a conquista do Palácio do Planalto.





Fonte: RD News

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