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Politica MT
Terça - 18 de Junho de 2013 às 10:04
Por: Jardel Aruda

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“A população está impaciente. Se me permitem um expressão um pouco mais forte, está de ‘saco cheio’”, afirmou o senador Pedro Taques (PDT), ao definir os motivos dos manifestos que começaram em São Paulo e já se espalham por todo Brasil, tendo chegado em Cuiabá no domingo.


 
Para o senador, o movimento que corre o território nacional é um indicador do fim da paciência do brasileiro com a falta de competência na gestão pública, com a corrupção e com a impunidade. “O povo sai as ruas porque não aguenta mais, cansou de esperar”, disse, durante a posse da nova diretoria do Sistema Famato, na noite d segunda-feira (17).


 
“O povo está impaciente com a falta de saúde. Está impaciente com a falta de segurança. Com a falta de educação. Está impaciente com a falta de infraestrutura. Com a falta de portos. Com as promessas repetidas que não são cumpridas nunca. Tem só dois anos e meio que sou senador e eu já estou impaciente de ouvir promessas de que vão arrumar a BR 158, por exemplo”, discursou. 


 
Ele ainda ressaltou que o casos pontuais de vandalismo e depredação de bens devem ser ignorados e não tiram a validade e a importância dos protestos. “É claro que existem radicais. Mas o movimento precisa ser respeitado e os radicais ignorados”, concluiu.


 
Outro pedetista que manifestou apoio a onda de protestos que se espalha pelo Brasil foi o presidente regional do partido, deputado estadual Zeca Viana. Para ele, tudo isso é uma amostra do descontentamento da sociedade com a atual política de gestão pública e todos os outros descontentes também deveriam reivindicar melhorias.


 
O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), também esteve no evento e citou os movimentos. “Deve ser porque estamos construindo estádios de primeiro mundo e temos saúde de quinto mundo. Educação de quinto mundo. Segurança de quinto mundo. Mas a Copa vai ser em Cuiabá e isso não vai mudar, então precisamos tirar proveitos disso”, ponderou.


 
As manifestações começaram na semana passada em São Paulo contra o aumento da tarifa de ônibus e aos poucos ganharam contornos maiores, com protestos contra o dinheiro público gasto com a Copa do Mundo e a corrupção. 


 
Pouco a pouco os protestos ganharam outras capitais, como Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília, e agora está em praticamente todo país, tendo chegado a Cuiabá no domingo (16), em um “contra-movimento” a passeata em prol da Copa em Cuiabá.





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