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Sábado - 13 de Outubro de 2012 às 08:25
Por: Gabriela Galvão

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Dos 141 candidatos a prefeito do Estado, apenas 31 conquistaram a reeleição, ao passo que 50 gestores que brigavam pelo segundo mandato consecutivo, não parecem ter agradado a população. Pelo menos 6 deles enfrentam problemas judiciais, afastamento, acusação de corrupção, desgaste ou carregaram a pecha de ser “ficha suja”.

   Em Várzea Grande, Tião da Zaeli (PSD) tentou a primeira eleição para prefeito, já que em 2008 disputou como vice de Murilo Domingos (PR) e acabou assumindo o Paço Couto Magalhães com a cassação do republicano. Os várzea-grandenses, no entanto, não conseguiram desvincular a imagem de ambos, imputando também a Tião a crise política e administrativa enfrentada pelo município, nos últimos dois anos. A resposta foi dada nas urnas, onde o social-democrata amargou a terceira colocação.

   Na região Norte do Estado, 2 prefeitos foram derrotados por ex-gestores que buscavam novamente o poder. Em Sorriso, Chicão Bedin (PMDB) foi derrotado por Dirceu Rossato (PR). O peemedebista enfrentou desgaste com a reprovação das contas anuais de 2009 da prefeitura, por parte da Câmara Municipal, que fez oposição ferrenha a sua administração durante os quase 4 anos de mandato.

   O outro gestor “rejeitado” pela população foi Lírio Lautenschlager (PDMB), que perdeu em Nova Mutum para o ex-prefeito Adriano Pivetta (PDT). Lírio, por sua vez, quase disputou o pleito sozinho, mas ganhou o adversário aos “45 minutos do segundo tempo”. Durante a campanha ainda foi afastado do cargo sob suspeita de compra de votos e, por fim, acabou derrotado.

   Em Itiquira, Ernani José Sander, o Nani (PSDB), que chegou a ser afastado do cargo pela Justiça e depois pela Câmara, acusado de ato de improbidade administrativa, foi o segundo candidato mais votado. A diferença do prefeito eleito Humberto Bortolini, o Betão (PR), contudo, foi significativa. O republicano teve 4.189 votos e Nani apenas 1.622.

   Nelci Capitani (PSD), que buscava a reeleição em Colniza, também encerra sua administração após 4 anos no comando da prefeitura. Contra a social-democrata pesa a inclusão na lista “negra” do Tribunal de Contas da União. Ela foi condenada por aquisição irregular de Unidade Móvel de Saúde, com consultório médico, em 2001, quando exercia o primeiro mandato, sendo considerada “ficha suja”.

   Já em Alto Boa Vista foi Wanderlei Perin (PR) quem não conseguiu se reeleger. Ele assumiu o comando da prefeitura em junho de 2011, após a cassação de Aldecides Milhomens (DEM). Posteriormente foi acusado de extorsão contra o proprietário de um posto de combustível e, em seguida, rejeitado pelos eleitores.

   Além deles, também foram derrotados nas urnas o prefeito de São Félix do Araguaia, Filemon Limoeiro (PSD), de Rondonópolis, Ananias Filho (PR), e de Tangará da Serra, Saturnino Masson (PSDB). O social-democrata, inclusive, chegou a assumir a presidência da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) interinamente neste ano, com as férias de Meraldo Sá (PSD), mas o status não parece ter ajudado a impulsionar sua candidatura. Os outros dois, por sua vez, foram eleitos em pleito indireto realizado com a cassação dos prefeitos Zé Carlos do Pátio (PMDB) e Júlio César Ladeia (PR), respectivamente.

 





Fonte: RDNEWS

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