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Quinta - 14 de Março de 2019 às 10:07
Por: Mídia News

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A juíza Ana Cristina Mendes, que havia ordenado as prisões
A juíza Ana Cristina Mendes, que havia ordenado as prisões

A Justiça determinou a soltura, na tarde desta quarta-feira (13), de 70 pessoas que haviam sido presas ao longo do dia, durante a Operação Terra à Vista, da Polícia Civil.

Eles foram soltos após prestarem depoimento à Justiça.

As prisões haviam sido determinadas pela juiza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

O grupo é acusado de um esquema de fraudes ambientais que ultrapassaria os R$ 150 milhões.

Os alvos são representantes legais e operacionais, engenheiros florestais e ex-servidores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande, Alta Floresta, Nova Monte Verde, Apiacás, Paranaíta, Nova Bandeirantes, Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte, Itaúba, Matupá, Marcelândia, Claúdia, Santa Carmem, Ipiranga do Norte , Feliz Natal, Sorriso, Sinop, Juara, Aripuanã, Porto dos Gaúchos, Castanheira, Arenápolis.

Conforme o Tribunal de Justiça, das 74 pessoas que haviam sido presas, apenas quatro permaneciam detidas na noite desta quarta. Três delas em Sinop e uma em Cuiabá.

Das seis audiências de custódia realizadas na Capital, foram revogadas a prisão temporária e expedidos alvará de soltura em relação a cinco pessoas, por já terem sido ouvidas hoje pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente.

A Operação Terra à Vista, é oriunda de inquérito policial conduzido pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), com o objetivo de investigar um grupo acusado de atuar na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), fraudando o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).

O trabalho de apuração começou no ano de 2014, com o auxílio de uma auditoria realizada pela própria Sema, que descobriu um esquema de fraude no sistema na criação de créditos florestais, beneficiando diversas empresas do ramo madeireiro e terceiros (com inserção de dados falsos no sistema).

Segundo a polícia, muitos créditos circularam para outras empresas gerando Guias Florestais inidôneas, as quais podem ter sido usadas para acobertar operações ilegais, promovendo, em tese, tanto a circulação de produto florestal de origem ilícita, quanto à lavagem dos valores correspondentes a essas mercadorias ilegais (madeiras extraídas ilegalmente, lavagem de dinheiro).

Confira AQUI a lista completa dos mandados cumpridos e dos alvarás de soltura expedidos pela Justiça.





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