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Sábado - 14 de Julho de 2012 às 09:59
Por: Laura Petraglia/Jonas da Silva

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Após participar da largada da campanha do petista Lúdio Cabral (PT) no centro de Cuiabá no início da noite desta sexta-feira (13), o governador Silval Barbosa (PMDB) afirmou ser um abuso a forma como policiais fizeram a desocupação dos posseiros no bairro Humaitá, nesta quinta-feira (12).

Silval disse que a atuação de membros da corporação foi lamentável e que ele não permite tal atitude. “Determinei que se faça uma investigação e que abra-se um processo. Achei um abuso, não aceito o que foi feito ontem pela nossa polícia. O comande geral da Polícia Militar já tomou providências, instaurou o processo para investigar como se deu aquele episódio que para mim é lamentável “, disse.

Silval declarou que a atitude de um ou outro não pode manchar toda uma corporação. Durante a desocupação várias pessoas foram agredidas pelos policiais militares e entre as vítimas constam inclusive crianças e idosos, atingidos com balas de borracha e agressões com cassetetes. Além das agressões, as moradias das 45 famílias foram todas destruídas.

Alguns dos menores agredidos foram atingidos com tiros de arma não letal no rosto, na área próxima aos olhos e outros estão com fortes hematomas na região da coxa. Um deles é uma criança de seis anos que, em meio à confusão no embate entre os policiais e residentes, acabou sendo golpeada.

Além de uma postura firme do Estado em relação às agressões, os ex-ocupantes da área cobramde José Lacerda uma solução para o imbróglio, como recursos para construção de novas moradias, além de alimentos para todos os desabrigados. A ação policial, conforme já destacado, destruiu todas as casas.

A decisão proferida pela juíza Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, da 21ª Vara Cível da Comarca de Cuiabá, determinava a reintegração da posse pacífica. No entanto, de acordo com os ocupantes, a ação foi truculenta e de violência desde o início da abordagem.

“Eles já chegaram derrubando todos. Nós fizemos um cordão humano até com crianças, mas eles não pararam com as agressões”, afirmou um dos moradores em entrevista ao Olhar Direto.






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