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Policia MT
Quarta - 11 de Janeiro de 2012 às 07:58

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O proprietário da distribuidora de bebidas Maiara, no bairro Mapim, em Várzea Grande, Max Vitor de Campos, de 25 anos, foi preso após policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes descobrirem que o estabelecimento comercial financiava bocas-de-fumo da região.

O dinheiro conseguido no tráfico era utilizado no estabelecimento comercial como uma forma de “lavagem”, ou seja, de legalização do dinheiro. A parte maior ficava com Max.

Ele foi preso anteontem à tarde com 110 trouxinhas de pasta-base de cocaína. Os policiais também apreenderam uma pistola 380 com um carregador contendo sete munições. A arma pode ter sido utilizada em um homicídio no ano de 2010. Outras três pessoas, suspeitas de gerenciar bocas-de-fumo na região, foram detidas, mas liberadas por falta de provas.

Os policiais descobriram que no estabelecimento comercial não havia tráfico, mas estava ligado aos traficantes. O local, de acordo com a Polícia, era um comércio de fachada que misturava a venda de gás, água e bebidas com o tráfico de drogas.

Segundo os policiais, a distribuidora funcionava normalmente, mas o dinheiro de traficantes do bairro entrava na contabilidade para justificar a ação criminosa. “Os traficantes tinham uma fachada para poder comprovar de onde vinha o dinheiro e também era uma forma de financiar o tráfico”, explicou um policial.

A parte maior, no entanto, ficava com o dono da distribuidora, pois o ramo comercial não dá tanto lucro. O tráfico, no entanto, respondia por mais de dois terços do faturamento do comerciante, levantando a suspeita dos policiais.

Conforme os policiais, o comerciante era fornecedor de drogas para pequenos traficantes do Mapim, alguns inclusive já presos pela DRE, que adquiriam o entorpecente na distribuidora para abastecer suas bocas-de-fumo. A maioria, segundo as investigações, é usuário de drogas e vendia entorpecente para manter o vício.

As investigações iniciaram no ano passado e terminam com a prisão do comerciante. Conforme o delegado Gustavo Garcia, a distribuidora não comercializava o entorpecente diretamente no estabelecimento.

“Era um local de preparo, embalagem e distribuição de drogas aos pequenos traficantes. Ali se embalava as trouxinhas prontas para serem comercializadas”, afirmou o delegado. (AR)




Fonte: Do DC

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