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Cidades/Geral
Quarta - 17 de Agosto de 2011 às 00:50
Por: Welington Sabino

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Profissionais da enfermagem de todos os hospitais particulares de Cuiabá cruzam os braços na próxima segunda-feira (22) após segunda tentativa fracassada de acordo com o sindicato patronal que, mais uma vez, apresentou a proposta de reajuste de 8% já rechaçada pela categoria em outras duas assembleias presididas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e Ministério Público do Trabalho (MPT). O prazo de 72 horas antes da greve, é segundo o presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem do estado de Mato Grosso (Sinpen-MT), Dejamir Soares, para agir dentro da lei e obter o apoio do Sindicato dos Empregados dos Estabelecimentos dos Serviços de Saúde de Mato Grosso (Sessamt).

O sindicalista diz lamentar pela população que depende de uma saúde pública precária enquanto na rede particular paga caro e mesmo assim vai enfrentar greve. “A gente lamenta que sindicato patronal está mais preocupado com as finanças e o impacto no bolso caso nos conceda 9% de reajuste, do que com o bem estar da população cuiabana”, desabafa. Durante a greve serão mantidos 30% do efetivo nos hospitais e 50% nos centros cirúrgicos e UTIs (Unidade de Terapia Intensiva). O movimento grevista deve envolver cerca de 1,2 mil profissionais de 10 hospitais e 4 clínicas de hemodiálise, todos situados na Capital.

Explica ainda que a “intransigência e falta de flexibilização” do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat) serviu para unir ainda mais a categoria que agora só aceita suspender a greve após dissídio coletivo, onde o Tribunal Regional do Trabalho deverá julgar o valor do reajuste. “O Sessamt que é composto por funcionários de lavanderia, recepção, almoxarifado entre outros setores dos hospitais, também vai aderir a greve, e já marcaram assembleia entre eles”, conta Dejamir. O impasse, se deu em função de que que foi oferecido 8% para os todos que recebem piso salarial e 5% para os que recebem acima do piso, com cesta básica no valor de R$ 100 e a base de insalubridade no valor de R$ 560.

Outro lado: Em nota, o Sindessmat informou que “houve acordo quanto o reajuste de 5%, o valor da cesta básica e a base da insalubridade, mas mas o Sinpen reivindica um reajuste de 15% para o técnico de enfermagem, chegando ao valor de R$ 800 parcelado em 2 vezes e ainda 9% de reajuste para os que ganham piso”. Diz ainda que como não houve acordo nas duas reuniões de conciliação, o sindicato patronal já concordou com o dissídio coletivo o que será levado para decisão da assembléia dos funcionários.

Entenda o caso: Na terça-feira, 2 de agosto, os profissionais de enfermagem paralisaram as atividades nos 5 principais hospitais de Cuiabá e cancelaram 280 cirurgias eletivas na unidades Hospitais do Câncer, Jardim Cuiabá, Santa Rosa, Geral e Santa Casa e deixaram de realizar 30 internações em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) no Hospital Santa Rosa. Pressionavam o sindicato patronal a elevar a proposta oferecida de apenas 7%. Após duas audiências de conciliação, só aceitaram conceder o aumento de 8%.





Fonte: Do GD

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