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Cidades/Geral
Terça - 21 de Junho de 2011 às 15:11
Por: Vania Costa

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Declarações do presidente da Bolívia, Evo Morales, que informou que irá regularizar todos os carros que estiverem em território boliviano preocupou os mato-grossenses, pois os veículos localizados no país vizinho são em sua maioria resultada de roubo ou negociação do tráfico de droga.

Essas preocupações resultaram na visita do presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Amparo a Criança e ao Adolescente, deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) e o Presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado estadual Walter Rabello (PP), na manhã desta terça-feira (21), ao Cônsul Boliviano, José Luiz Fuentes, para esclarecer as declarações do presidente boliviano.

Questionado pelo deputado Emanuel Pinheiro sobre a Lei que dispõe da regularização de veículos na Bolívia, o cônsul esclareceu que a mídia distorceu as informações dadas pelo presidente Evo Morales. Segundo Fuentes veículos roubados certificados por boletins de ocorrência não serão legalizados, de maneira que quando constados os respectivos veículos são encaminhados a justiça Boliviana e conseqüentemente a justiça brasileira. “Há falta de veracidade nas informações da mídia. Há Bolívia segue um cronograma onde verifica os dados dos veículos, há um controle de número de chassi do veículo e do motor, esses dados são interligados em um banco de dados conectado ao Governo Federal, quando comprovado procedência criminal o veículo é entregue a justiça Boliviana”, esclareceu o cônsul.

Ainda de acordo com Fuentes se o proprietário do veículo furtado denuncia a polícia o roubo automaticamente vai constar nesse controle do governo federal.

Quando indagado pelo deputado Walter Rabello, se o Brasil tem conhecimento deste banco de dados, o cônsul confirmou que o sistema é concedido pelo Governo Brasileiro.

Emanuel Pinheiro quis saber se quando identificado o automóvel Brasileiro circulando ilegalmente o proprietário é acionado para reaver seu bem. José Luiz disse que a justiça é acionada, a ação corre na justiça boliviana, e o veículo não é entregue ao suposto proprietário e sim a justiça brasileira que vai encaminhar para seu dono. “O veículo fica a disposição da justiça boliviana e, por conseguinte entregue a justiça do Brasil”, destacou o boliviano.

Para o cônsul, roubo tem em todo lugar, tanto no Brasil como na Bolívia, e não é essa lei que já existe a algum tempo, legalizando veículos irregulares de dois em dois anos,  que vai aumentar os índices de roubos e narcotráficos no Brasil. “O crime nas BR’s, nas divisas de fronteira nunca vão acabar, o crime existe nos dois países. O que se deve ser feito são políticas em cada governo para acabar com o trafico dentro dos seus respectivos países”, ilustrou.

Fuentes aproveitou a oportunidade para manifestar seu sentimento em relação ao comportamento dos brasileiros com os bolivianos. “O tratamento que sinto não se trata de discriminação e sim de cultura e educação”, declarou e ressaltou “não é comum um boliviano chamar um brasileiro de ladrão, como é comum um brasileiro chamar um boliviano. José Luiz ainda destacou que com cultura e livros é possível enfrentar qualquer guerra.

Para estreitar relacionamento diplomático entre os dois países os deputados Emanuel Pinheiro e Walter Rabello convidaram o cônsul para esclarecer a sociedade mato-grossense na tribuna da Assembleia Legislativa (AL), no grande expediente da sessão matutina, no dia 22 de junho e firmar o compromisso de se prontificar a acompanhar os casos de brasileiros que tiverem seus automóveis furtados e levados para o seu país. Os parlamentares estarão reunidos hoje (21) com o presidente da AL, deputado José Riva (PP), no Colégio de Lideres para votarem a presença de Fuentes.

O cônsul boliviano aceitou o convite e se firmou o compromisso de prestar todos os esclarecimentos necessários a população se colocando a disposição.

Emanuel Pinheiro disse estar mais tranqüilo, porém, vigilante. Segundo ele a reunião foi proveitosa, e a partir da visita do cônsul boliviano na AL a sociedade poderá ser tranqüilizada e esclarecida sobre as declarações que segundo o representante da Bolívia são distorcidas.





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