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Opinião
Sábado - 15 de Agosto de 2026 às 00:10
Por: Gabriel Novis Neves

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Regar as plantas era uma das tarefas mais agradáveis da infância!

O menino compreendia que toda forma de vida depende de cuidado, dedicação e paciência para crescer saudável e bonita.

A água refrescava a terra, espalhava um perfume característico pelo quintal e devolvia o brilho às folhas.

Enquanto segurava o regador, o menino compreendia que toda forma de vida depende de cuidado, dedicação e paciência para crescer saudável e bonita.

O menino crescia aprendendo a respeitar a natureza. Regar as plantas do quintal e do jardim foi uma das tarefas mais gratificantes da minha infância!


Eu acompanhava o crescimento de cada muda, vendo a casa ganhar mais beleza e receber a visita de borboletas coloridas e pequenos pássaros.

Havia uma alegria difícil de explicar ao perceber que um simples gesto podia conservar a vida e tornar o ambiente mais bonito.

A infância é, talvez, o período mais feliz da existência, porque nela aprendemos a valorizar as pequenas coisas e descobrimos, naturalmente, que toda forma de vida necessita de cuidado, dedicação e paciência.

Regar uma planta é um gesto de amor à natureza.

As crianças aprendem esse sentimento dentro de casa, observando o exemplo dos pais e participando de pequenas tarefas que ensinam responsabilidade e sensibilidade. Assim nasce o respeito pela vida.

Infelizmente, muitas árvores e plantas nativas do Cerrado foram desaparecendo aos poucos. A antiga Cidade Verde cedeu espaço ao concreto e o calor tornou-se cada vez mais intenso.

Os ipês, antes abundantes, já não enfeitam as ruas como antigamente, substituídos por edifícios cada vez mais altos.

Eu continuo fazendo a minha parte. Na cobertura do meu apartamento mantenho um pequeno jardim, com flores e árvores de pequeno porte.

Todos os dias ele recebe água, carinho e atenção.

Quando a terra se umedece e o perfume do jardim se espalha pelo ar, as folhas recuperam o brilho, as borboletas reaparecem e o menino que vive dentro de mim volta a descobrir o encantamento das coisas simples da natureza.

Gabriel Novis Neves é médico e fundador da UFMT



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